“A Amazônia é grandiosa, admirável, esplêndida, com dimensões sobre-humanas. Nela, qualquer coisa está a perder de vista: são 5,5 milhões de km², mais do que toda a União Europeia; No Brasil, ocupa quase metade de seu território.

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No Brasil, após 50 anos de destruição progressiva e constante, cerca de 20% da vegetação desapareceram; outros 10% estão degradados (em um estágio em que o ecossistema costumava se recuperar, mas que a atividade humana hoje leva a seu desaparecimento) e 70%, resistem. É um momento perigoso, como alerta o climatologista Carlos Nobre, principal referência em estudos sobre a região.

Hoje, a época de seca se estende em três a quatro semanas e a média de temperatura subiu 4º C. Caminhamos para a falência do sistema amazônico, caracterizado por uma floresta que distribui chuvas para grande parte do continente. Esse sistema é também responsável pela umidade e resfriamento de uma região tropical que, em outros continentes, é ocupada por desertos. É a Amazônia que impede que áreas como São Paulo, Paraná e Santa Catarina sejam desertos como suas correspondentes em outros continentes.

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A Amazônia tem tanta água nos céus quanto nos rios que cruzam o território. São um furo jornalístico as imagens que Sebastião Salgado produziu mostrando com nitidez os chamados “rios voadores”, fenômeno que a ciência brasileira vem estudando nas últimas décadas.”


Fonte: Imagem e texto retirados da matéria intitulada “Amazônia é a representação de floresta para todos” de Leão Serva, publicada em 19 de dezembro de 2020 pela Folha de S. Paulo. Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

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