A KAMURI apoia a “Luta pela Vida”, movimento deflagrado ontem em Brasília pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e demais organizações parceiras. É com imenso orgulho que testemunhamos a impressionante mobilização dos povos indígenas – até o momento são estimados 4 mil indígenas, de 117 povos de 20 estados – que vêm chegando de todas as regiões brasileiras, para a concentração montada na Praça da Cidadania, onde deverão permanecer até o dia 28.

As danças e cantos entoados em várias línguas indígenas, em seus diversos aparatos cerimoniais, transformam a capital do país em uma grande aldeia festiva, que, no entanto, não está ali para celebrar as conquistas adquiridas na Constituição de 1988, mas para defendê-las dos golpes que pretendem anulá-las.

No dia 25 haverá o julgamento no STF que é considerado pelo movimento indígena como o processo mais importante do século sobre a vida dos povos ancestrais do nosso país. A Corte vai analisar a ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à Terra Indígena Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem os povos Guarani e Kaingang.

A decisão deste julgamento terá status de “repercussão geral”, o que significa que servirá de diretriz para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça no que se refere aos procedimentos demarcatórios. Enquanto isso, as lideranças indígenas vão organizar plenárias, manifestações públicas, e visitas a embaixadas e órgãos federais.

Durante toda a mobilização, estaremos unidos em um grande abraço simbólico, e juntamos as nossas vozes a todos que lutam pelo respeito aos direitos dos povos indígenas, e pelo fim das ações genocidas empreendidas pelo governo federal e seus apoiadores nas demais instituições.

Saiba mais: https://apiboficial.org/luta-pela-vida/

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