O Linhão Manaus – Boa Vista, os povos indígenas e as mudanças climáticas

O governo Bolsonaro, lançou dia 29 de setembro, em Boa Vista, a notícia que o linhão de energia elétrica ligando Roraima a Manaus será construído.  Para isso já obteve autorização da FUNAI, a revelia dos indígenas que terão suas terras divididas pela obra e, também do IBAMA que não realiza estudo de impacto ou, já não leva mais em conta o impacto ambiental, causado pela obra.   Para obter essa anuência o governo tem desestruturado os órgãos ambientais e interferido neles colocando dirigentes alinhados com a política Bolsonarista.

A principal razão dessa obra não é, como se apregoa, ligar Roraima ao sistema nacional de energia elétrica, mas abrir mais a amazônia inviabilizando a defesa das terras indígenas e dando acesso  aos  minerais  estratégicos que estão nelas.

Assim foi com a abertura da BR 174  que cortou o território Waimiri-Atroari  retirou a parte da terra com a  mina Pitinga, cujos contêiner saem para os portos sem  qualquer fiscalização do governo. Os mineradores é que declaram, o quê e quanto minério sai.

Leiloado em setembro de 2011, o linhão concedido à Transnorte, formada por Eletronorte e Alupar, nunca saiu do papel. A obra, planejada para conectar o Estado de Roraima ao sistema elétrico nacional, deveria ter sido entregue em 2015, mas as empresas não conseguiram sequer iniciar o empreendimento por impasse com comunidades indígenas. Do total de 720 km do traçado previsto para ser erguido, 122 km passam na terra indígena Waimiri Atroari, onde estão 31 aldeias e vivem cerca de 1.600 pessoas. Estadão 29∕09∕2021  

Nesse momento é fundamental barrar todo o desmatamento na Amazônia, pois essas ações estão pondo em risco a sobrevivência humana no planeta terra.

O linhão vai cortar 750 km em linha reta. Quanta floresta será derrubada para justificar essa obra?

O aquecimento global não é um problema para daqui a 5 ou 10 anos. Em 2021, já estamos sentindo seus efeitos que serão tão mais acelerados quanto mais célere for a perda dos biomas: Amazonia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, o pampa , o Atol das Rocas, etc.

Nesse governo, todo dia, um novo projeto ameaça esses biomas.

Não há mais tempo.

Sem Amazônia, sem chuva, sem plantações, sem água. Morreremos com dinheiro no bolso sem ter o que comer como já pregavam os nossos avós.

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