Por Ana Gianfrancesco, coordenadora de Meio Ambiente, Kamuri Indigenismo e Ação Ambiental

Ainda que esta década (2020-2030) seja chamada de década da sustentabilidade, o tema das mudanças climáticas anda com tudo, e ao mesmo tempo, com nada. Este dia 16/03 passou a ser incorporado ao calendário de comemorações brasileiras em 2011 e a ONU tem um item dedicado apenas a esta temática, nos seus amplamente divulgados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. 

Uma primeira reflexão essencial, já pontuada por inúmeros especialistas, é que quando falamos em mudanças climáticas não existe divisão de tempo, espaço e territorialidade. Eu diria que o clima no planeta se comporta de forma unificada e multidirecionada, o que significa que todos, literalmente todos, 1º e 3º mundo, ricos e pobres, serão concomitantemente atingidos pelas consequências. Neste mês de março que também comemoramos o dia internacional da mulher vale dizer que o gênero feminino é o mais afetado pela crise climática, uma vez que representam 70% da população de 1,3 bilhões de pessoas que vivem em condição de pobreza no mundo.

No ano passado, tivemos a Conferência das Partes (COP) no Egito e  quase sempre o enfoque do encontro é na implementação de mecanismos globais contra as mudanças climáticas. Há muito tempo existe um “elefante cor de rosa” no debate: a possibilidade de os países ricos industrializados, que são os maiores emissores de gases do efeito estufa, ofereçam apoio financeiro aos países em desenvolvimento, que muitas vezes são os mais afetados pela ocorrência de  desastres naturais, como chuvas torrenciais, desertificação e elevação do nível do mar.  Parece justo que quem gera mais emissões compense quem está pagando o pato e para tal a COP 27 criou o Fundo de Perdas e Danos para os países vulneráveis. Veremos como esta compensação e esta destinação de verbas irão funcionar.

            Aproveitando a data, vale pensarmos quais pequenas atitudes e escolhas que podemos ter em nosso dia a dia para agirmos contra as mudanças climáticas:

  • usar meios de transporte públicos ou alternativos;
  • diminuir o consumo de proteína animal;
  • buscar por aparelhos eletrônicos que tenham maior eficiência energética;
  • separar adequadamente os resíduos e isso vai muito além de só reciclar alumínio, precisamos dar uma destinação adequada aos resíduos orgânicos também;
  • apoiar empresas que tenham boas práticas socioambientais.

            E você, conta pra gente nos comentários quais são suas ações?

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