Por Ana Gianfrancesco, coordenadora de Meio Ambiente da KAMURI

Hoje, 21 de março, é o Dia Internacional das Florestas. Quantas funções memoráveis podemos atribuir aos nossos fragmentos florestais?

Armazenar grandes quantidades de carbono, auxiliar na regulação do clima, na manutenção dos recursos hídricos e na preservação da biodiversidade vegetal e animal. Dados do IPCC indicam que as florestas tropicais são capazes de absorver até 4,8 bilhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente a cerca de 17,5% das emissões globais e que as florestas temperadas e boreais podem absorver até 2 bilhões de toneladas de carbono por ano. Não parece óbvio que manter essas áreas verdes preservadas é uma das soluções essenciais para minimizarmos os impactos da mudança climática a nível global?

Ainda assim, muitas áreas de vegetação nativa ao redor do mundo estão sofrendo com o desmatamento, a exploração desenfreada, o uso não sustentável dos recursos naturais, a ocupação não inteligente e organizada do solo, trazendo prejuízos ambientais ainda incalculáveis. Deixo uma questão para reflexão: quanto vale a biodiversidade de um país tropical como o Brasil? A perda dessas áreas naturais pode levar à extinção de muitas espécies, o que pode ter consequências graves e imprevisíveis para os ecossistemas e para a humanidade.

Falando em pessoas, precisamos lembrar que os ecossistemas naturais são importantes para as comunidades que vivem em suas proximidades, fornecendo alimento, abrigo, medicamentos e outros recursos marcantes para as culturas locais. A destruição dessas áreas tem um impacto devastador sobre o patrimônio histórico-cultural dessas comunidades, além de comprometer sua subsistência.

É essencial que governos, empresas e indivíduos trabalhem juntos para garantir a preservação das nossas florestas e  um futuro mais saudável e equilibrado para todos.

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